Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens

31 de jul. de 2013

A Verdadeira "História Da Arca de Noé"

A Verdadeira "História Da Arca de Noé" O filho de Lameque e o neto de Metusalém, Noé, aparece na décima geração depois de Adão.

Noé tornou-se o centro de uma das mais conhecidas histórias da Bíblia.

Ele e sua família viviam num mundo tão violento e pecador que Deus decidiu que não iria permitir que a raça humana existisse mais naquela época.

Mas, no meio de tanta decadência, havia um homem-NOÉ-que tinha fé em Deus e vivia de acordo com as coisas de Deus.

Tão justo era Noé que Deus lhe revelou seu plano e fez uma promessa de salvar a ele e a sua família.
A imagem que o satélite Digital-Globe obteve da formação anômala no monte Ararat - Turquia. Outras imagens do local têm sido registradas por outros satélites e os pesquisadores empenham-se na análise detalhada de forma e dimensões.
  • Confira Também:
  1. Arcanjos: "Quem São" ?
  2. Biografia De Deus
  3. Bíblia: Os Seus "Melhores Momentos"
  4. Como é Dado Os "Nomes Das Pombagiras"?
  5. Dizimo e "Oferta": "Qual a Origem" e Como Foi Criado?
  6. Esposa Vê "Marido Morto" Na Parede Do Quarto
  7. Indice De Religião e Ateísmo Pelo Mundo
Deus deu um projeto de 120 anos a NOÉ e disse-lhe para construir uma arca porque iria fazer cair água do céu e inundar toda a terra.

Noé fez tudo o que Deus lhe ordenou e com uma idade de 600 anos presenciou tudo acontecer de acordo com o que Deus havia lhe dito.

E fez da arca sua casa durante os 40 dias de chuva sobre a terra “...e tudo o que havia fôlego de espírito de vida nos seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu.” Gênesis 7:22.

E assim foi até o sétimo mês, e no dia dezessete a arca repousou sobre os Montes de “Ararate”. Gênesis 8:4. E foram as águas minguando até o décimo mês. Essa é a história que conhecemos.

Mas onde estará a “arca”? Por que ninguém consegue encontrá-la ainda mais hoje em dia num mundo de tantas tecnologias e satélites que podem tirar uma foto em nítida imagem de uma pessoa aqui na terra? 

Pois o fato é! Realmente estão descobrindo várias evidências desde 1883 que realmente existe uma grande embarcação no monte Ararate na Turquia.

Fotos tiradas de satélites, depoimento de pessoas que dizem realmente terem chegado até a arca e evidências como uma pedra que se parece uma âncora.

A Verdadeira "História Da Arca de Noé"
Também amostras da suposta madeira da arca estão sendo analisadas e muitas inscrições em rochas encontradas na região aos redores do monte servem de fatos de que realmente existe uma arca em algum lugar por ali.

Em 17 de junho de 1949 uma missão de rotina da Força Aérea Americana fotografou a mais de 4 mil metros de altura algo muito estranho. Os especialistas analisaram as fotos e emitiram um relatório chamado “anomalia do Ararate” e foi mantido em segredo por mais de 50 anos.
  • Confira Também:
  1. Jesus Nasceu Em Que Data ?
  2. Jesus: Mitos e Lendas
  3. Pastor Usa Cobras Em Cultos
  4. Pontos e Letras Da "Umbanda"
  5. Sete Linhas da Umbanda
  6. Templos: Os Maiores Do Mundo
Mas em 1993 Porcher Taylor um estudante especializado em satélites e diplomacia começou a fazer severas perguntas sobre esses arquivos. 

Ele acabou desco-brindo que junto com as fotos de 1949 também haviam outras fotos tiradas por um U-2 (avião-espião) e fotos de alta resolução tiradas pela CIA em 1973 usando o satélite militar KH-9 e até fotos mais sofisticadas tiradas pela CIA através do satélite KH-11 em 1976/1990/1992.

Depois de muitos esforços o serviço de defesa liberou 6 fotos das tiradas em 1949 e não foram suficientes para provar se a anomalia era uma formação rochosa ou algo construído por mãos humanas.

As fotos foram tiradas de muito longe e um pouco fora de foco (1949). Mesmo depois de outras tentativas usando um satélite comercial de alta precisão as fotos tiradas no verão de Out/99 (um dos mais quentes de todos os tempos na Turquia) ainda não davam para terem certeza sobre a anomalia encontrada no monte Ararat.

A espessura de gelo é muito profunda e quase impossível para se obter uma foto nítida daquele lugar.

Se a arca existe, por que então eles não conseguem encontrá-la? E por que não se organiza uma grande expedição para desvendar tudo? 
  • Primeiro:
porque durante quase todo o ano o Ararat é coberto de neve.
  • Segundo:
os terroristas curdos atrapalham e atacam expedicionários que se aventuram a subir o monte; aquela é uma região muito conturbada.

Nos anos 90, mais de 6 mil pessoas morreram no monte e só existe permissão para subir do lado sul, enquanto a suposta arca está no lado norte.
Um geólogo Adventista uma certa vez declarou: Talvez a maior descoberta arqueológica de todos os tempos - a arca de Noé - esteja sendo preservada providencialmente para, no momento certo, ser revelada ao mundo como um monumento, prestando silenciosamente sua homenagem ao Criador e Mantenedor da vida, o mesmo Deus que amorosamente deseja implantar em nosso ser a Sua própria imagem, para que possamos habitar eternamente em Sua companhia, no Céu e na Nova Terra finalmente restaurados.

21 de jul. de 2013

Como é Dado Os "Nomes Das Pombagiras"?

Os nomes de pombas giras são sempre simbólicos, normalmente compostos pelo nome da falange à qual pertence o espírito e a função ou tipo de atividade que a entidade exerce nessa falange.

O espírito pode identificar apenas a falange à qual pertence de modo genérico, exemplo: MARIA MULAMBO OU MOLAMBO (falange).

Pode identificar a falange e a função, exemplo: MARIA MULAMBO (falange) DA ENCRUZILHADA (atuação).

Pode identificar apenas a função, exemplo: POMBA GIRA (sem identificar falange) DA ENCRUZILHADA (atuação).

Pode não identificar nem falange e nem função (o que poderá ser temporário, pois se o médium desenvolver e vir a dar consultas, a entidade terá, após algum tempo, que se identificar e, em alguns terreiros, riscar seu ponto), exemplo: Maria Bonita (não identifica nem falange e nem atuação).

Quando um espírito identifica falange e função de atuação, ele já está preparado e devidamente autorizado pela hierarquia a fazê-los. Mas vejamos o exemplo:

MARIA PADILHA DA ENCRUZILHADA (identifica a falange e a atuação), mas ainda assim é genérico e simbólico, pois existem centenas de MARIAS PADILHAS DA ENCRUZILHADA. 


Confira Também:
  1. Jesus Nasceu Em Que Data ?
  2. Jesus: Mitos e Lendas
  3. Pastor Usa Cobras Em Cultos
  4. Pontos e Letras Da "Umbanda"
  5. Sete Linhas da Umbanda
  6. Templos: Os Maiores Do Mundo
Quando um espírito ingressa numa falange, ele deixa de usar a identidade própria, embora não perca sua individualidade.

Por exemplo, um espírito que desencarnou sobre o nome de Lígia Helena da Silva e que optou em trabalhar na erraticidade (nome que se dá à condição de um espírito não encarnado e que ainda se encontra no processo de evolução, não isento de voltar a encarnar).

Voltando ao nosso exemplo, esse espírito não pode se apresentar como:

LÍGIA HELENA DA SILVA DA FALANGE MARIA PADILHA DA FUNÇÃO ENCRUZILHADA, terá que usar apenas MARIA PADILHA DA ENCRUZILHADA.

Então, essa pomba gira conta ao seu “cavalo” ou a outro médium que psicografe ou ainda a alguém que a entreviste sobre suas experiências encarnatórias.


É óbvio que será completamente diferente de outro espírito que também use a mesma denominação simbólica.

Essa “denominação simbólica” é necessária, principalmente para a preservação dos registros cármicos das entidades, o que as protege e mantém o sigilo que a função de Guardiã exige.


Por isso é que Dona Maria Mulambo diz que não adianta nossa curiosidade; que o mistério não é mantido para fazer suspense ou porque nada exista de concreto a ser revelado; ou porque os médiuns são incompetentes ou mentirosos; ou ainda que as entidades e suas falanges não existam.

Como ela já disse em outra ocasião, as pombas giras são irreverentes e só permitem revelar o que acham convenientes e o que têm permissão, e para quem achem que devam e ponto!

Dona Maria Mulambo (a Maria Mulambo à qual sirvo como médium), não é o mesmo espírito que baixa miraculosamente em centenas de médiuns ao mesmo tempo em centenas de terreiros.

Entretanto, mesmo com a permanência da consciência individual do espírito, com suas histórias de existências várias e com sua carga de conhecimentos adquiridos nessas experiências, bem como seu nível de evolução moral, quando ele ingressa numa falange espiritual (seja de pombas giras, exus, caboclos etc), ele agrega a vibração dessa falange à sua vibração perispiritual.


Por exemplo, um espírito que trabalhe como Pomba Gira Guardiã nas zonas do Umbral (Pomba Gira do Lodo) tem que ter seu perísipirito (corpo do espírito) preparado para enfrentar vibrações densas e deletérias dessas zonas purgatoriais.

Aliás, existe um enorme preparo dos espíritos que ingressam em diversas falanges de Umbanda, com aprendizados e preparos, que muitas vezes, são vividos aqui, como encarnados e refinados e intensificados na erraticidade.

Então não se estressem com essa questão do mesmo nome em mais de uma entidade, com a demora da entidade em dar sua identificação (se você se incomodar demais, a entidade pode lhe dar um nome qualquer, sem identidade vibratória, só para lhe “sossegar”).

Todos temos Guardiões, mas poucos iremos conhecê-los e, quando isso ocorre, isso se dá no tempo devido.

24 de jun. de 2013

Pontos e Letras Da "Umbanda"

Confira Também: Sete Linhas da Umbanda

HINO DA UMBANDA

Refletiu a luz divina
Com todo seu esplendor
Vem do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para tudo iluminar
Umbanda é paz e amor,
Um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé,
Como a nossa lei não há,
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !

CLIQUE NOS TÍTULOS ABAIXO PARA ACESSAR AS LETRAS

Abertura e Fechamento
Baianos
Defumador
Exu
Iansã
Ibejada
Iemanjá
Nanã
Ogum
Oxalá
Oxossi
Oxum
Preto Velho
Santo Antônio
Xangô

13 de jun. de 2013

Arcanjos: "Quem São" ?

Conhecendo Os Arcanjos!!!

Arcanjos: "Quem São" ?Arcanjo (do grego: αρχάγγελος, transl. arkhángelos) é o nome dado ao anjo que ocupa a segunda classe em sua hierarquia celestial religiosa.

Arcanjos existem em diversas tradições religiosas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

A Bíblia cita apenas o nome de um arcanjo: Miguel. Ao contrário do que muita gente pensa Gabriel é citado e nomeado como sendo um anjo e não um arcanjo.

No entanto há outras teorias a respeito em outras crenças e religiões, outros arcanjos são reconhecidos tanto pelos judeus quanto por alguns cristãos.

O Livro de Tobias menciona Rafael, que também é considerado por muitos um arcanjo. Tobias faz parte do cânone católico da Bíblia, e da Septuaginta ortodoxa; o livro, no entanto, é considerado apócrifo pelos fieis e praticantes de outras fés.

Os arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael são venerados na Igreja Católica Romana no dia 29 de setembro (Miguel, anteriormente, em 24 de março).

Os arcanjos cujos nomes são mencionados na literatura do Islão são Gabriel, Miguel, Rafael e Azrael. Outras tradições identificam um grupo de Sete Arcanjos, cujos nomes variam, dependendo da fonte.

"Arcanjo RAFAEL " . Invoque-o para abrir a mente e ter boas idéias, expressar-se com facilidade, conquistar boas amizades e curar-se de todos os males, físicos, espirituais, mentais... Arcanjo da Saúde ! dia da semana : 4ª feira - salmo 33 - vela: amarela 

"Arcanjo ANAEL" . Invoque-o para abrir o caminho no campo afetivo, fortalecer uniões, harmonizar amizades e as associações... Arcanjo do Amor ! dia da semana :6ª feira - salmo 97 (reconciliação), 132 (alma companheira) , 21 (paz entre casais) - vela: rosa 

"Arcanjo SAMUEL". Invoque-o para ter coragem, força e energia, aumentar o poder mental, ter proteção contra os perigos e sair vitorioso(a) pelos próprios esforços. Para limpar toda negatividade... Arcanjo da Proteção e Justiça ! dia da semana :3ª feira - salmos 91 (proteção), 11 (situações embaraçosas), 69 (pagar dívidas pendentes), 54 (afastar o mal ) - vela: vermelha 

"Arcanjo CASSIEL ". "Arcanjo que rege nosso Destino" - Invoque-o para aliviar carmas negativos, resolver questões relacionadas a imóveis, ter força para lutar honestamente pelos objetivos e fortalecer a espiritualidade . ( dia da semana: sábado - salmo 35 - vela: verde ) 

"Arcanjo SAQUIEL" . Invoque-o para ter expansão, reconhecimento, valorização, ascensão, muito sucesso nos empreendimentos e sabedoria ...( dia da semana : 5ª feira - salmo 1 - vela: verde ) 

"Arcanjo MIGUEL" . Invoque-o para ter coragem, obter proteção e defesa contra energias negativas, curar-se de todos os males (físicos, espirituais, mentais), resolver questões profissionais e financeiras, abertura de caminhos, ter sucesso... ( dia da semana : domingo - salmos 19 , 118 - vela : azul ) 

"Arcanjo GABRIEL" . É o arcanjo das transformações, o despertador celestial, governa a clarividência e a concepção, proteção do lar, espiritualidade, família...( dia da semana : 2ª feira - salmo 36 - vela : lilás ) 

"Arcanjo URIEL" . Invoque-o para o fortalecimento do Anjo da Guarda e em momentos de aflição... ( dia da semana : Todos - salmo 23 - vela : laranja ) 

"Arcanjo JOFIEL". Invoque-o para ter Iluminação Divina, sabedoria e equilíbrio...´o "Arcanjo da Alegria" ( dia da semana : Domingo - salmo 100 - vela : dourada ) 

"Arcanjo EZEQUIEL". Invoque-o para o processo de transmutação de pensamentos, atitudes, palavras...emanando sempre o positivo... ( dia da semana : sábado - salmo 99, 105 e 134 - vela : violeta ) 

"Mestre METATRON". Invoque-o para ter uma existência protegida, abençoada e iluminada pela Força do Bem Maior... ( vela : dourada - salmo 49 + Oração ) 

“Anjo Da Terra”. Invoque-o para fortalecer sua energia com os Arcanjos, principalmente com o Arcanjo Rafael...( dia da semana : 4ª feira – vela : verde )
Fazer a "Invocação" todos os dias , e quando chegar no Arcanjo que necessita, ler o salmo correspondente e seguir com a "Invocação".

5 de jun. de 2013

Esposa Vê "Marido Morto" Na Parede Do Quarto

Marido morto “aparece” na parede do quarto da esposa

Marido morto “aparece” na parede do quarto da esposa

Andrea Spooke, 41, perdeu seu marido há quatro anos atrás.

A senhora que vive no Reino Unido ficou espantada ao perceber uma mancha aparecer, de repente, na parede de seu quarto.

Mais chocada ainda, ela ficou quando viu que a mancha se transformou no rosto de seu falecido marido, Brian.
A mulher chamou imediatamente um exorcista para averiguar o que estava acontecendo em sua casa. O sacerdote católico Paulo Dadson disse fez várias orações e jogou água benta na casa de Andrea.

“Tinha algum tipo de imagem na parede que surgiu a como a figura de um homem”, disse o sacerdote.
Andrea, que vive na casa por 10 anos, ficou paralisada quando viu seu marido olhando para ela. “Eu olhei para a imagem por três horas”, afirmou.


Após esse acontecimento, outra imagem se formou na casa de Andrea.

Desta vez, no banheiro, surgiu a imagem de seu cachorro, também falecido, Hoob.

A senhora relata que coisas estranhas ocorrem em sua casa, como quebra de móveis.

“Eu costumava ter uma casa bonita e ela simplesmente se foi”, lamentou. As informações são do The Sun.

31 de mai. de 2013

Pastor Usa Cobras Em Cultos

Pastor Usa Cobras Em CultosConheça o pastor que usa cobras em seus cultos 

Americano utilizava cobras para deixar seus cultos mais impressionantes. Até que algo deu errado

Um dia após completar 44 anos, Mack Wolford foi a um parque no Estado da Virginia Ocidental, no sul dos EUA, para comandar uma celebração da igreja em que era pastor.



Como de costume, trouxe uma coisa para incrementar o culto: sua cobra cascavel de estimação, que ele tinha há vários anos.

Em determinado momento, Mack pegou e manuseou a cobra - que é usada para ilustrar as previsões de Jesus no Evangelho de São Marcos ("Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum).

Quando Mack colocou a cobra de lado, ela pulou - e o mordeu. Cerca de 10 horas mais tarde, depois de recusar ajuda médica, ele morreu.

Não é a primeira vez que algo do tipo acontece na Igreja do Senhor Jesus, onde Mack pregava. O pai dele, também pastor, morreu ao ser mordido por uma serpente.

A prática de manusear cobras simboliza a confiança do homem em Deus, e foi inserida nos cultos de igrejas do sul dos EUA no início do século 20.

"Elas também sugerem aos membros que bebam estricnina como demonstração de fé, o que pode provocar danos ao fígado", critica o americano Rick Ross, que estuda religiões radicais.

Os pastores costumam recusar assistência médica por acreditarem que a fé os torna imunes ao veneno.

A igreja onde Mack Wolford pregava não quis se pronunciar sobre o caso.

Mas no site dela a prática continua sendo exibida com orgulho, junto de uma homenagem ao pastor.

"Ele amava a palavra de Deus, e morreu seguindo o que a Bíblia dizia".

Templos: Os Maiores Do Mundo

Quais são os maiores templos do mundo?

Conheça os três maiores de cada religião, compare suas áreas e veja a enorme diferença entre eles

Templos: Os Maiores Do Mundo A monumental basílica de São Pedro, no Vaticano, é só 1/3 de Borobudur, o maior dos templos budistas.

No entanto, as áreas aqui expostas nem sempre englobam só um prédio, mas também jardins e outras construções.

Isso porque o conceito arquitetônico de templo é diferente.

Para cristãos e judeus, ele serve para reunir a comunidade. Para hindus e budistas, vai além: é uma reprodução da ordem do universo, um caminho para a libertação.

O MAIOR
Ele nasceu hindu, mas também tem elementos budistas. Símbolo do antigo império Khmer, hoje Angkor Wat é o maior ponto turístico do Camboja. A área? Maior que todos esses aí embaixo juntos.

ANGKOR WAT
Angkor, Camboja
2 milhões de m2
Ano: 1150 

Hinduísmo
A Índia, que tem 73% da população hindu, tem os três maiores templos da religião (Angkor Wat é hindu, mas não funciona mais como templo). 


Eles têm o padrão de grandes pátios que abrigam construções dedicadas a várias divindades. 

Templos: Os Maiores Do Mundo
SRI RANGANATHASWAMY
Srirangam, Índia
631 mil m2
Séc. 6-9

AKSHARDHAM
Nova Déli, Índia
240 mil m2
Ano: 2005

THILLAI NATARAJA
Chidambaram, Índia
160 mil m2
Séc. 12-13


Islamismo

Todo muçulmano deve ir uma vez na vida a Meca, ou melhor, a masjid al-Haram, a "mesquita sagrada". É lá que está o monumento cúbico Caaba. No hajj (época de peregrinação), o número de visitantes chega a quatro milhões.

Templos: Os Maiores Do MundoMESQUITA AL-HARAM
Meca, Arábia Saudita
400 mil m2
Ano: 638

MESQUITA AL-NABAWI
Medina, Arábia Saudita
165 mil m2
Ano: 622

MESQUITA ISTIQLAL
Jacarta, Indonésia
95 mil m2
Ano: 1978


Budismo
A arquitetura dos maiores templos budistas é diferente, já que eles são de países e épocas distantes. O maior, Borobudur, já foi soterrado por cinzas de vulcão, invadido pela selva e atacado por terremotos. Sobreviveu.
Templos: Os Maiores Do Mundo
BOROBUDUR
Mageland, Indonésia
60 mil m2
Ano: 750 A.C.

PAGODE SHWEDAGON
Yangon, Myanmar
56 mil m2
Séc. 6-10

TEMPLO DO CAVALO BRANCO
Luoyang, China
40 mil m2
Ano: 68 D.C.

Cristianismo
A basílica de São Pedro era imbatível até 23 anos atrás, quando a Costa do Marfim concluiu as obras da maior igreja do mundo. Já o megatemplo do padre Marcelo Rossi em São Paulo, que ocupa um terreno de 30 mil m2, ainda não foi concluído.

Templos: Os Maiores Do Mundo
BASÍLICA DE SÃO PEDRO
Cidade do Vaticano
20 mil m2
Ano: 1506-1626

BASÍLICA DE N. SRA. APARECIDA
Aparecida, SP
12 mil m2
Ano: 1955-80

BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DA PAZ
Yamoussoukro, Costa do Marfim
30 mil m2
Ano: 1985-89

Judaísmo
A maior sinagoga do mundo está em Nova York. Não à toa, a maior população judaica do mundo fora de Israel está na cidade, com 1,5 milhão de judeus. Os outros dois templos também ficam em países de forte cultura judaica.

Templos: Os Maiores Do Mundo
EMANU-EL
Nova York, EUA
3,5 mil m2
Ano: 1929

SINAGOGA DE BUDAPESTE
Budapeste, Hungria
2 mil m2
Ano: 1854-59

GRANDE SINAGOGA
Pilsen, Rep. Tcheca
1,5 mil m2
Ano: 1892

Fontes Daniel Brasil Justi, historiador da UFRJ; Frank Usarski, especialista em Ciência da Religião da PUC-SP; Guia Ilustrado Zahar - Religiões, de Philip Wilkison; Guinness World Records; sites dos templos citados; Xeique Ahamad Mazloum, da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica.

Jesus Nasceu Em Que Data ?

Cristo não nasceu no Natal

Jesus Nasceu Em Que Data ?O 25 de dezembro é apenas uma data simbólica, adotada pela Igreja por volta do século 4. Na verdade, ninguém tem a mais vaga ideia de quando Jesus Cristo nasceu

Cerca de 30% da humanidade - ou todos aqueles que são cristãos - comemoram o nascimento de Jesus Cristo no Natal, dia 25 de dezembro.

A verdade, no entanto, é que ninguém tem a mais vaga ideia de quando Cristo nasceu.

É que, apesar da fama de profeta e Messias, ele veio ao mundo como um humilde camponês da Galileia, fato que não provocou muito alvoroço entre os letrados de seu tempo - únicas pessoas que seriam capazes de deixar registros históricos.

O mais provável, segundo os estudiosos do tema, é que 25 de dezembro tenha sido a data escolhida para "aniversário" de Jesus por motivos simbólicos, não por corresponder ao dia de seu nascimento.

Uma das hipóteses com maior número de defensores entre os estudiosos do tema sugere que, em algum momento do século 4, a Igreja fixou a comemoração no dia 25 de dezembro com a intenção de suplantar o antigo - e muito popular - festival pagão do Sol Invicto, que ocorria mais ou menos na mesma época do ano e era pretexto para comilanças homéricas.

A festa comemorava o solstício de inverno (dia mais curto do ano). No hemisfério Norte, ele normalmente ocorre por volta do dia 22 de dezembro (21 de julho no hemisfério Sul).

Mesmo naquela época, comemorar o solstício não era nenhuma novidade. Essa data sempre foi simbolicamente associada a nascimento e renascimento. Babilônios, persas, egípcios, gregos, romanos...

Todos esses povos criaram suas próprias homenagens ao deus Sol. "Para não entrar em conflito com essas tradições milenares, a Igreja decidiu fixar a celebração do nascimento de Jesus na mesma época do ano, fim de dezembro", diz Gabriele Cornelli, professor de filosofia antiga da UnB.

Há quem tente encontrar pistas do verdadeiro "aniversário" de Cristo nos Evangelhos, já que eles reconstituem sua trajetória com base em tradições orais.

No Evangelho de Lucas, por exemplo, lê-se a famosa história dos pastores que, enquanto vigiavam rebanhos ao relento, foram avisados por anjos sobre o nascimento do Menino Jesus.

Como dezembro é uma época fria demais na região de Belém, principalmente para ficar pajeando ovelhas durante a noite, alguns especuladores apostam em uma data de clima mais ameno - primavera, talvez abril. Poucos estudiosos, no entanto, acreditam que esses textos sejam confiáveis do ponto de vista histórico.

    Jesus Nasceu Em Que Data ?
  • Na ponta do lápis
Um dos fatores que podem ter influenciado a Igreja quando ela fixou a comemoração do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro envolve cálculos sobre a concepção do Messias.

Eruditos cristãos do século 3 especulavam, com base em complicadas contas feitas a partir de textos bíblicos, que o mundo deveria ter sido criado no dia 25 de março.

Faria sentido, portanto, que Jesus tivesse sido concebido nessa data, já que sua encarnação representava o recomeço de tudo.

Contando 9 meses para frente (o tempo da gravidez de Maria), chegaram à provável data do nascimento: 25 de dezembro.

Bíblia: Os Seus "Melhores Momentos"

Grandes momentos da Bíblia

Bíblia: Os Seus "Melhores Momentos"O livro sagrado de judeus e cristãos já foi interpretado de mil maneiras.

Conheça a versão literal do que está escrito:

A Bíblia como ela é




A criação do mundo
O relato de como Deus criou o Universo e a Terra em 6 dias (no 7º, ele descansou) é o tema do 1º capítulo do 1º livro da Bíblia, o Gênese, cujo nome vem da palavra grega para "começo".

Estudos indicam que ele teria sido escrito no século 10 a.C. A função dessa narrativa primordial é deixar claro que foi Deus quem criou tudo.

Havia apenas Deus e o que o Evangelho de João chama de "Verbo", a vontade divina. A Criação ocorreu pela graça desse Verbo.


1º dia - LUZ E SOMBRA
Deus cria a luz e a separa da escuridão - ou seja, cria o dia e a noite.

Também cria o mundo, ou melhor, faz um rascunho: o planeta não possuía nem forma nem vida, era apenas um abismo profundo, também chamado de "as águas".
 
2º dia - CÉU E TERRA
Deus divide "as águas" em duas partes, uma acima e outra abaixo, e chama de céu e terra. O mundo é separado do abismo e passa a ter forma e se distinguir do restante do "nada".

3º dia - TERRA E MAR
Deus cria a crosta terrestre, separando a superfície e os mares. De acordo com o primeiro relato do Gênese, é ainda no 3º dia que Deus cria todos os vegetais.

4º dia - SOL E LUA
Deus cria a Lua, o Sol e as outras estrelas, para brilharem no firmamento e iluminarem a Terra.

5º dia - PEIXES E AVES
Deus cria os seres aquáticos e também as aves voadoras, e ordena que suas criações se multipliquem.

6º dia - HOMEM E MULHER
Após criar os animais domésticos e os que se arrastam pelo chão e lhes indicar como alimento "a relva", Deus cria os seres humanos, que devem se multiplicar e dominar as outras criaturas.
  • Humanos
Deus cria Adão "à sua imagem e semelhança" com o pó da terra e sopra em seu nariz o "respiro da vida". Durante o sono, Deus lhe tira uma costela e dela faz a mulher.
Bíblia: Os Seus "Melhores Momentos"
7º dia - CONSENSO E DESCANSO
Deus vê que seu trabalho é bom. Finalizada a Criação, ele abençoa e santifica o 7º dia, e então descansa.


A travessia do mar Vermelho
Os hebreus viviam como escravos no Egito havia 4 séculos quando Deus mandou que seu líder, Moisés, os levasse de volta à Terra Santa, o chamado Êxodo. Instável, o faraó mandou seu exército atrás do povo que havia recém-libertado.

Os egípcios alcançaram os hebreus quando eles atravessavam o mar Vermelho, aberto apenas para sua passagem.

1. Ó FARAÓ
Para forçar o faraó a libertar os hebreus da escravidão, Deus enviou 10 pragas ao Egito (ver quadro abaixo).

Só assim Moisés recebeu a permissão para deixar o Egito com o povo de Israel, após 430 anos de escravidão.

Estudiosos acreditam que o faraó do Êxodo seja Ramsés 2º, que reinou de 1290 a 1244 a.C.

2. FORÇA-TAREFA
O faraó era um sujeitinho difícil: libertou os hebreus, se arrependeu e mandou trazê-los de volta. Foram enviados 600 cavaleiros e carros de guerra para alcançar os ex-escravos, que já estavam no caminho para a Terra Prometida.

3. RETAGUARDA DIVINA
Durante a marcha, Deus se manifesta na forma de nuvem. Próximo ao mar Vermelho, recua para o fim da fila e impede que os egípcios alcancem os hebreus, aterrorizando os perseguidores com trovões e fogo.

4. O POVO DE MOISÉS
Os hebreus que escaparam do Egito sob a liderança de Moisés eram cerca de 600 mil. Levavam rebanhos de ovelhas e bois, massa de pão ázimo, armas, parte do tesouro do faraó (gentilmente cedido após as pragas) e uma urna com os ossos de José, o hebreu que foi primeiro-ministro do Egito.

5. O CARA
Moisés, criado como irmão adotivo do faraó, recebeu a missão divina de libertar seu povo dos egípcios. Volta e meia, ele precisava dar provas do poder de Deus, como, por exemplo, abrir as águas do mar Vermelho.

6. Ô ABRE ÁGUAS
Sob o poder de Deus e o comando de Moisés, que levanta os braços e ordena o milagre, as águas do mar Vermelho se abrem para permitir a passagem dos filhos de Israel. Logo em seguida, Moisés comanda e as águas desabam sobre o exército do faraó. Nenhum perseguidor sobrevive, e a caçada chega ao fim.

  • As pragas do egito

1. Águas do Nilo viram sangue

2. Infestação de rãs

3. Infestação de piolhos

4. Infestação de moscas

5. Morte dos animais

6. Tumores brotam nos egípcios

7. Chuva de pedras

8. Infestação de gafanhotos

9. Escuridão durante 3 dias

10. Morte de primogênitos de egípcios 
O fim do mundo
O Apocalipse, último livro da Bíblia, não dá uma data, mas revela como o mundo vai acabar. O livro, escrito no final do século 1, recorre a monstros e catástrofes sobrenaturais para reforçar os valores cristãos: depois de tanta tragédia, os escolhidos irão para o céu.

1. INÍCIO DO FIM
Um anjo revela o apocalipse a João, e ordena que ele escreva tudo o que vê. Tem início um relato surrealista, em que Deus comanda uma cerimônia que vai levar ao fim dos tempos.

2. TROMBETAS
Anjos sopram trombetas que trazem pestes às plantações, meteoros que extinguem a vida marinha, o fim do Sol e da Lua, gafanhotos gigantes e um exército do mal. E tem mais.

3. O NÚMERO 7
O livro é repleto de conjuntos de 7 coisas: igrejas, anjos, selos, tochas, taças, estrelas, trombetas, candelabros e até um monstro com 7 chifres e 7 olhos que, para a maioria dos estudiosos, é uma referência explícita a Jesus, embora o livro mantenha o mistério.

4. TAÇAS
A última trombeta traz uma terceira leva de desgraças: 7 taças da Ira de Deus, que causam chagas, rios de sangue, calor intenso, escuridão, outro exército do mal e mais meteoros. Quem sobra vai para o Juízo Final.

5. JUÍZO FINAL
Jesus segura o Livro da Vida, e tem na sua frente uma fila com pessoas de todas as épocas. Basicamente, se você foi um bom cristão, seu nome está lá e você é abençoado com a vida eterna no paraíso. Caso seu nome não conste, você é condenado à morte, também eterna, no inferno.
  • Livro dos 7 selos
Deus tem na mão um pergaminho com 7 selos. Cada vez que um é aberto ocorre uma tragédia.
 
1º selo Cavaleiro da peste

2º selo Cavaleiro da guerra

3º selo Cavaleiro da fome

4º selo Cavaleiro da morte

5º selo Almas dos mártires

6º selo Terremoto, Sol negro, Lua vermelha, estrelas caem na Terra e a humanidade se esconde

7º selo Trombetas dos anjos, que causam mais destruição

30 de mai. de 2013

Indice De Religião e Ateísmo Pelo Mundo

Vi dados recentes de uma pesquisa sobre religiões e ateísmo e resolvi compartilhar com vocês:

Fontes: Pesquisas de Phil Zuckerman (2007), Richard Lynn (2008) e Elaine Howard Ecklund (2010), ONU, adherents.com, American ReligiousIdentification Survey, The Pew Research Center, Gallup Poll, The New York Times, Good, Nature, Live Science e Discovery Magazine.Indice De Religião e Ateísmo Pelo Mundo

26 de mai. de 2013

Sete Linhas da Umbanda

Para entender um pouco mais a Umbanda devemos conhecer as linhas ou vibrações.

Uma linha ou vibração, eqüivale a um grande exército de espíritos que rendem obediência a um "Chefe".

Este "Chefe" representa para nós um Orixá e cabe a ele uma grande missão no espaço.

Sete Linhas da Umbanda

Sete Linhas da Umbanda1) Linha de Oxalá

Essa linha representa o princípio, o incriado, o reflexo de Deus, o verbo solar. É a luz refletida que coordena as demais vibrações. As entidades dessa linha falam calmo, compassado e se expressam sempre com elevação. Seus pontos cantados são verdadeiras invocações de grande misticismo, dificilmente escutados hoje em dia, pois é raro assumirem uma "Chefia de Cabeça".


 

Sete Linhas da Umbanda2) Linha de Iemanjá

Essa linha é também conhecida como Povo d'Água. Iemanjá significa a energia geradora, a divina mãe do universo, o eterno feminino, a divina mãe na Umbanda. As entidades dessa linha gostam de trabalhar com água salgada ou do mar, fixando vibrações, de maneira serena. Seus pontos cantados têm um ritmo muito bonito, falando sempre no mar e em Orixás da dita linha.


 

Sete Linhas da Umbanda

3) Linha de Xangô

Xangô é o Orixá que coordena toda lei Kármica, é o dirigente das almas, o Senhor da balança universal, que afere nosso estado espiritual. Resumindo, Xangô é o Orixá da Justiça. Seus pontos cantados são sérias invocações de imagens fortes e nos levam sempre aos seus sítios vibracionais como as montanhas, pedreiras e cachoeiras.

 

Sete Linhas da Umbanda 

4) Linha de Ogum

A vibração de Ogum é o fogo da salvação ou da glória, o mediador de choques conseqüentes do karma. É a linha das demandas da fé, das aflições, das lutas e batalhas da vida. É a divindade que, no sentido místico, protege os guerreiros. Os Caboclos de Ogum gostam de andar de um lado para outro e falam de maneira forte, vibrante e em suas atitudes demonstram vivacidade. Suas preces cantadas traduzem invocações para a luta da fé, demandas, batalhas, etc.

Sete Linhas da Umbanda5) Linha de Oxossi

A vibração de Oxossi significa ação envolvente ou circular dos viventes da Terra, ou seja, o caçador de almas, que atende na doutrina e na catequese. Suas entidades falam de maneira serena e seus passes são calmos, assim como seus conselhos e trabalhos. Seus pontos cantados traduzem beleza nas imagens e na música e geralmente são invocações às forças da espiritualidade e da natureza, principalmente as matas.


 

Sete Linhas da Umbanda6) Linha de Iori

Essas entidades, altamente evoluídas, externam pelos seus cavalos, maneiras e vozes infantis de modo sereno, às vezes um pouco vivas. Quando no plano de protetores, gostam de sentar no chão e comer coisas doces, mas sem desmandos. Seus pontos cantados são melodias alegres e algumas vezes tristes, falando muito em Papai e Mamãe de céu e em mantos sagrados.


Sete Linhas da Umbanda7) Linha de Iorimá

Também chamada de Linha das Almas, essa linha é composta dos primeiros espíritos que foram ordenados a combater o mal em todas as suas manifestações.

São os Orixás Velhos, verdadeiros magos que velando suas formas cármicas, revestem-se das roupagens de Pretos-Velhos ensinando e praticando as verdadeiras "mirongas".

Eles são a doutrina, a filosofia, o mestrado da magia, em fundamentos e ensinamentos. Geralmente gostam de trabalhar e consultar sentados, fumando cachimbo, sempre numa ação de fixação e eliminação através de sua fumaça.

Seus fluídos são fortes, porque fazem questão de "pegar bem" o aparelho e o cansam muito, principalmente pela parte dos membros inferiores, conservando-o sempre curvo.

Falam compassado e pensam bem no que dizem. Raríssimos os que assumem a Chefia de Cabeça, mas são os auxiliares dos outros "Guias"- o seu braço direito.

Os pontos cantados nos revelam uma melodia tristonha e um rítmo mais compassado, dolente, melancólico, traduzindo verdadeiras preces de humildade.

Linhas Legiões e Falanges

Cada linha compõe-se de sete legiões, tendo cada legião o seu chefe. Cada legião divide-se em sete grandes falanges, que por sua vez também tem um chefe e cada falange divide-se em sete sub-falanges e assim por diante, obedecendo a um critério lógico.

25 de mai. de 2013

Biografia De Deus

Deus - Uma biografia 

Pesquisadores revelam que Javé, o grande personagem da Bíblia, não foi visto sempre como Deus único. Antes do Livro Sagrado, ele era só mais um entre muitas divindades. Saiba como Deus conquistou seu espaço no céu. E na Terra

Biografia De DeusDeus criou o Universo.
Deus está em todos os lugares.
Deus é a força que nos une.



Cada sociedade vê a figura do Criador à sua maneira. Cada indivíduo, até. Para Einstein, Ele era as leis que governam o tempo e o espaço - a natureza em sua acepção mais profunda. Para os ateus, Deus é uma ilusão. Para o papa Bento 16, é o amor, a caridade. "Quem ama habita Deus; ao mesmo tempo, Deus habita quem ama", escreveu em sua primeira encíclica.

Pontos de vista à parte, toda cultura humana já teve seu Deus. Seus deuses, na maioria dos casos: seres divinos que interagiam entre si em mitologias de enredo farto, recheadas de brigas, lágrimas, reconciliações. Os deuses eram humanos.

Mas isso mudou. A imagem divina que se consolidou é bem diferente. Deus ganhou letra maiúscula na cultura ocidental. Os panteões divinos acabaram. Deus tornou-se único. É o Deus da Bíblia, Javé, o criador da luz e da humanidade. O pai de Jesus. Essa concepção, que hoje parece eterna, de tanto que a conhecemos, não nasceu pronta. Ela é fruto de fatos históricos que aconteceram antes de a Bíblia ter sido escrita. O próprio Javé já foi uma divindade entre muitas. Fez parte de um panteão do qual não era nem o chefe. O fato de ele ter se tornado o Deus supremo, então, é marcante: se fosse entre os deuses gregos, seria como se uma divindade de baixo escalão, como o Cupido, tivesse ascendido a uma posição maior que a de Zeus É essa história que vamos contar aqui. A história de Javé, a figura que começou como um pequeno deus do deserto e depois moldaria a forma como cada um de nós entende a ideia de Deus, não importando quem ou o que Deus seja para você.

Criança
No princípio, Ele não sabia falar. Só chorava, grunhia e balbuciava. Deus era uma criança. Uma não, muitas: um deus era a chuva, outro deus, o Sol, mais outro, o trovão... Os deuses eram as forças por trás de uma natureza inexplicável para os primeiros humanos da Terra. Facetas de divindades borbulhavam em cachoeiras, galopavam com os cavalos selvagens, voavam com o vento, escondiam-se em cada rochedo, bosque ou duna do deserto. E do deserto veio a que daria origem ao Deus para valer.

Deuses nasceram do pôquer. A crença em divindades provavelmente vem da capacidade humana de detectar as intenções das outras pessoas. Somos muito bons nisso desde que surgimos, há 200 mil anos, e precisamos ser mesmo, porque o Homo sapiens sempre levou a vida social mais complicada do reino animal, sempre em comunidades cheias de intrigas, fingimentos, traições. Saber o que se passa na cabeça do outro era questão de sobrevivência - e até certo ponto ainda é.

E a melhor maneira de tentar se antecipar a um adversário nos jogos mentais do dia a dia é imaginar as intenções dele: "O que será que ele pensa que eu estou pensando?" Nosso cérebro é uma máquina de pôquer.

Pesquisadores como o antropólogo francês Pascal Boyer defendem que esse sistema de detecção de intenções pode acabar aplicado a coisas que não têm intenções de nenhum tipo - como a chuva, ou o Sol. A ideia de que há espíritos de toda sorte da natureza seria, assim, um efeito colateral do nosso sistema de detecção de mentes, tão hiperativo.

Por esse ponto de vista, a espiritualidade faz parte dos nossos instintos. É quase tão natural acreditar em divindades quanto comer ou dormir.

Cada fenômeno da natureza, então, representava as intenções de alguma divindade. É como ainda acontece nas tribos de caçadores-coletores de hoje. Entre os índios tupis, os trovões são a raiva do deus Tupã. E fim de papo.

Obras de arte de mais de 30 mil anos atrás dão outra pista sobre essa espiri-tualidade primitiva - que podemos chamar de "infância de Deus" (no caso, dos deuses). Elas mostram seres que misturam características humanas e animais - sujeitos com cabeça de leão ou de rena e corpo de gente, por exemplo.

Acredita-se que essas criaturas híbridas representem um tipo de crença que ainda é comum nas tribos indígenas: a de que não haveria separação rígida entre o mundo dos humanos, o dos animais e o dos espíritos. Seria possível transitar entre essas esferas se você possuísse o conhecimento correto, e, em tese, qualquer falecido, seja pessoa, seja bicho, pode ter um papel parecido com o que associamos normalmente a um deus.

Os deuses abandonam de vez as feições animais quando os bichos se tornam menos importantes no nosso cotidiano. Foi precisamente o que aconteceu quando a agricultura foi criada, há 10 mil anos, no Oriente Médio. Graças a ela, montamos as primeiras cidades. E a nossa espiritualidade progrediria junto: acabaria bem mais centrada nas pessoas que na natureza selvagem.

Há sinais de que ancestrais mortos eram as grandes entidades com status divino nessas primeiras cidades. Um exemplo arqueológico vem de escavações em Jericó, uma das mais antigas aglomerações humanas, que hoje fica no território palestino da Cisjordânia. Os habitantes de Jericó enterravam o corpo de seus mortos, mas guardavam o crânio, que era recoberto com camadas de gesso e tinta, simulando o rosto humano. Assim preparada, a caveira talvez servisse de oráculo doméstico - uma espécie de deus particular para cada família.

Os artesãos de crânios de Jericó não tinham escrita - aliás, passariam mais de 5 mil anos até que essa tecnologia fosse inventada. Quando isso finalmente aconteceu, em torno do ano 2000 a.C., os deus ficaram bem mais sofisticados.

Entraram em cena criaturas ao estilo dos habitantes do Olimpo na mitologia grega. Em parte, alguns deles até eram mesmo personificações das forças da natureza, mas agora eles ganhavam personalidades e biografias complexas.

É aí que está a origem do grande personagem desta história: Javé, uma divindade que provavelmente começou como um deus menor, cultuado por nômades. Bem antes de a Bíblia ser escrita.
 
Cabeça de leão
Estátuas e pinturas de povos caçadores, que viviam nas cavernas da Europa há 30 mil anos, mostram figuras que misturam formas de homens e de animais. Tudo indica que esses foram os primeiros deuses a habitar a mente humana.

Jovem
O rapaz era uma divindade dos desertos do sul. Junto com seus poucos súditos, chegaria à pulsante Canãa, domínio do deus El, o altíssimo. Ao lado do soberano, a mãe de divindades e homens, Asherah, senhora de tudo o que é fértil, e seu sucessor, Baal, o deus que dava chuvas àquelas paisagens àridas. Tudo na santa paz. Eles só não imaginavam que Javé tramava a destruição deles.

Ele começou de baixo. Era só mais um deus entre vários outros de sua região. Só que na Bíblia Javé é identificado como o Deus único. Hoje, cogitar a existência de outras divindades que teriam convivido com o Senhor da Bíblia é um absurdo do ponto de vista religioso. Mas não do ponto de vista científico. Pesquisadores de várias áreas - arqueólogos, linguistas, teólogos - estão encontrando pistas sobre uma provável "vida pregressa" de Javé. Uma vida mitológica que ele teve antes de seu nome ir parar na Bíblia como o da entidade que criou tudo.

Onde pesquisar isso? A própria Bíblia é uma fonte. O Livro Sagrado não foi feito de uma vez. Trata-se de uma coleção de textos escritos ao longo de séculos. O Pentateuco, os 5 primeiros livros da Bíblia, foi finalizado por volta de 550 a.C. Mas há textos ali de 1000 a.C., ou de antes. E nada disso foi editado em ordem cronológica - em grande parte, a Bíblia é uma junção de textos independentes, cada um escrito em tempos e realidades diferentes.

Como saber a que tempo e a que realidade cada um pertence? Pela linguagem. Pesquisadores analisam as expressões do texto original, em hebraico, e vão comparando com a de documentos encontrados em escavações arqueológicas, cuja datação é fácil de determinar. Com esse método, chegaram a uma descoberta reveladora. Alguns poemas da Bíblia dão a entender que Javé era uma divindade de lugares chamados Teiman ou Paran - dizendo literalmente que o deus veio dessas regiões. E esses textos estão justamente entre os mais antigos - se a língua do livro fosse o português moderno, eles estariam mais para Camões.

Teiman e Paran eram lugares desérticos fora das fronteiras onde viviam os homens que escreveram a Bíblia. Não se sabe exatamente que regiões eram essas, já que os nomes dos territórios vão mudando ao longo dos séculos. "Mas arqueólogos supõem que essa região seja no noroeste da atual Arábia Saudita", diz Mark Smith, professor de estudos bíblicos da Universidade de Nova York. E isso diz muito.

Os autores dos primeiros textos da Bíblia viviam na antiga Canaã - uma região do Oriente Médio onde hoje estão Israel, os territórios palestinos e partes da Síria e do Líbano. Ali se formaram algumas das primeiras civilizações da história, há 10 mil anos. E por volta de 1000 a.C. já era um território disputado (como nunca deixou de ser, por sinal). Estava dividido numa miríade de tribos, as dos israelitas, a dos hititas, a dos jebedeus...

Apesar das rivalidades, todas tinham culturas parecidas. Reverenciavam o mesmo panteão de deuses, por exemplo. Mas Javé, pelo jeito, não era um deles. Teria sido importado das áreas mais desérticas do sul.

Outra evidência disso é a associação de seu nome com os chamados shasu. Shasu é um termo egípcio que significa "nômade" ou "beduíno". Algumas inscrições egípcias mencionam um "Javé dos Shasu".

Uma possibilidade, então, é que nômades do deserto teriam se incorporado às tribos israelitas, trazendo o novo deus com eles. Essa divindade se embrenharia no meio da grande mitologia desse povo: o panteão de deuses cananeus. Mas quem eram essas divindades? As melhores pistas a esse respeito vêm de Ugarit, uma antiga cidade encontrada durante escavações arqueológicas na atual Síria. Ela foi destruída por invasores em 1200 a.C., quando os israelitas ainda eram um povo em formação. As inscrições encontradas ali, então, servem como uma cápsula do tempo. Revelam o contexto cultural em que nasceu a mitologia israelita, mostra como era a mitologia dos antepassados dos escritores da Bíblia. E os deuses em que eles acreditavam seriam fundamentais para a biografia de Javé. O panteão de Ugarit é bem grandinho, mas algumas figuras se destacam. Há o pai dos deuses e dos homens, o idoso, bondoso e barbudo El; sua esposa, Asherah, deusa da vegetação e da fertilidade; a filha dos dois, Anat, feroz deusa do amor; e o filho adotivo do casal, Baal, deus da guerra e da tempestade que morre, ressuscita e derrota as divindades malignas Yamm (o Mar) e Mot (a Morte).

Muitos estudiosos especulam que as tribos is-raelitas originalmente tinham El como seu deus supremo. Afinal, o nome do povo bíblico também termina com o elemento -el. "Esse tipo de nome próprio, conhecido como teofórico (‘portador de um deus’, em grego), costuma dar pistas sobre o ente divino que o dono do nome venera", diz Airton José da Silva, professor de Antigo Testamento da Arquidiocese de Ribeirão Preto.

Mas os indícios a respeito de El vão além da nomenclatura. O deus cananeu também tem uma relação especial com os chefes de clãs, prometendo-lhes uma vasta descendência - exatamente o que Deus faria depois na Bíblia ao selar uma aliança com os ancestrais dos israelitas, Abraão, Isaac e Jacó. "El é o deus desses patriarcas", diz Christine Hayes, professora de estudos judaicos de Yale.
 
Deus do deserto
Javé pode ter sido uma divindade trazida do deserto por nômades que se embrenharam nas tribos is-raelitas, quando elas ainda estavam em formação na região de Canaã. Aí ele se junta aos deuses cananeus, como Baal e El, o altíssimo.

Adulto
"Israel é a minha herança", brada o impetuoso deus do deserto. Diante dele, a assembleia dos deuses de Canaã se sente cada vez mais intimidada. E, numa escalada de poder sem precedentes, o guerreiro chega a ser considerado idêntico ao próprio El como criador e governador do mundo. A própria esposa do antigo senhor dos deuses passa às mãos do novato.

Uma ameaça pairava sobre os deuses de Canaã. Era a ambição de Javé. O novo deus começou a buscar seu lugar entre as antigas divindades cananeias. E teve sucesso. Com sua personalidade forte, foi ganhando espaço dentro da mitologia israelita, tomando o terreno dos deuses criados pelos povos cananeus.

A maior prova disso está em outro texto poético dos mais antigos da Bíblia, o Salmo 82. Ele nos apresenta o chamado "conselho divino": uma espécie de Câmara dos Deputados dos deuses, na qual eles se reúnem para discutir assuntos importantes - um indício de que o Salmo foi escrito antes do próprio início da Bíblia, que já começa apresentando Javé como Deus único. A ideia, ali, é que El preside o conselho e seus filhos ou subordinados discursam. Lá, Javé aparentemente perde a paciência: "Deus se levanta no conselho divino,/em meio aos deuses ele julga:/"Até quando vocês julgarão injustamente,/sustentando a causa dos injustos? (...) "Eu declaro: embora vocês sejam deuses,/e todos filhos do Altíssimo,/morrerão como qualquer homem". Trocando em miúdos menos rebuscados: "Quem manda aqui sou eu".

É difícil dizer a que período da história israelita corresponde esse momento em que, na imaginação religiosa das pessoas, Javé começou a impor sua vontade perante os deuses cananeus. Talvez o fenômeno tenha a ver com a consolidação de Israel como povo distinto dos demais cananeus: a adoração a uma divindade unicamente israelita pode ter emergido como um elemento-chave nessa consciência "nacionalista" dos ancestrais dos judeus.

Para completar essa nova fase na vida do Senhor, que poderíamos chamar de começo da vida adulta, falta ainda um elemento crucial. Lembre-se do impe-tuoso deus guerreiro Baal. O que parece ocorrer, segundo Mark Smith e outros especialistas, é que Javé se "baaliza", virando uma mistura de El e Baal, com ligeira predominância do segundo.

As evidências: Javé e Baal estão associados a tempestades, vulcões, fogo e terremoto; ambos são guerreiros invencíveis que habitam o alto de montanhas (Baal vive no lendário monte Zafon, Javé, no Sinai). E a semelhança fica ainda mais detalhada.

Na tradição mitológica de Canaã, quem tinha triunfado contra Yamm, o deus caótico do mar, era Baal, mas os textos da Bíblia atribuem essa vitória - adivinhe só - a Javé. Mais sugestivo ainda: alguns Salmos parecem ter sido originalmente hinos a Baal que acabaram adaptados para o culto ao Senhor dos israelitas. Só que Javé vai muito além das intervenções típicas de Baal no mundo. Na mitologia israelita, sua grande vitória não é contra o mar, mas, sim, usando o mar como arma contra o faraó que tinha escravizado o povo hebreu no Egito. Escolhendo o profeta Moisés como seu emissário, conforme conta o livro bíblico do Êxodo, o novo deus guerreiro puniu os egípcios com uma sucessão de pragas e, como grand finale, destruiu "carros de guerra e cavaleiros" do faraó afundando-os no mar.

A diferença em relação a Baal é que o Senhor seria capaz de agir não só num passado mítico mas na própria história dos israelitas. Ele é literalmente "o Senhor dos Exércitos de Israel", aquele que promete a vitória em batalha em troca da fidelidade religiosa do povo. Daí em diante, Deus nunca deixa de ser, em grande medida, um guerreiro.

Além de herdar o trono de El na mitologia israelita, Javé também pode ter levado Asherah, a mulher do velho deus. Eis aí uma possibilidade para a qual a Bíblia não prepara seus leitores. Os profetas bíblicos vivem chiando contra o fato de que os israelitas estariam se "prostituindo" (metaforicamente, e talvez literalmente também, via orgias rituais) nos altares de Asherah. Mas inscrições achadas ao longo do século 20, como as de Kuntillet Ajrud, um pit stop de caravanas no deserto do Sinai, poderiam indicar que o deus e a deusa não eram inimigos, e sim um casal.

As inscrições, datadas em torno do ano 800 a.C., dizem coisas como "a bênção para ti por Javé de Teiman e sua Asherah". Seja como for, mesmo se o casamento ainda existisse, Javé logo optaria por um divórcio - daqueles litigiosos, barra-pesada, nos quais o pai joga os filhos contra a mãe.


Casal maior
Inscrições do do século 9 a.C. dão a entender que Javé tinha se casado com Asherah, a maior divindade feminina de Canaã. Era uma interpretação israelita da mitologia da região: o deus daquele povo tomava para si a esposa de El.

Homem feito
A última resistência da antiga assembleia divina parte de Baal. Sem pestanejar, Javé o elimina. Asherah tem o mesmo destino trágico. Daqui por diante ele estará sozinho nos céus. E alcança a serenidade. Hora de fazer as pazes com a humanidade. E um sacrifício.

Seu grande momento estava chegando. Era a hora da virada para Javé. Ele deixaria de ser mais um deus. E viraria o Único. No mundo real, esse momento teve data: foi a reforma religiosa introduzida por Josias (649 - 609 a.C.), rei de Judá. Antes, porém, um interlúdio político.

Àquela altura, a nação das tribos israelitas de Canaã tinha sido dividida em dois reinos. Um ao norte, o de Israel, e um ao sul, o de Judá. E o de cima havia sido derrotado e conquistado pelo Império Assírio.

Josias não queria o mesmo destino. E parte de seus esforços para fortalecer a unidade interna de Judá e resistir aos invasores foi uma maior centralização da vida religiosa do reino. Para isso, ele começou a transformar Javé no único deus adorado por seus súditos. Por decreto: destruindo altares a outras divindades, como El, Baal... E Asherah. Esse foi o divórcio.

Também é possível que date do reinado de Josias o ataque final dos fiéis de Javé ao culto a Baal, muito criticado pelos profetas dessa época. Para a maior parte dos israelitas, não era problema adorar a Javé e a Baal ao mesmo tempo. É que outra especialidade do antigo deus cananeu era a agricultura - ele mandava chuva para regar as colheitas. Até então, embora Javé tivesse tomado conta das funções guerreiras de Baal, nada indicava que ele também pudesse bancar o regador de plantas. Mas os profetas israelitas passam, então, a afirmar que o mandachuva era ele.

Essa expulsão definitiva de Baal do panteão explica o episódio do bezerro de ouro durante a passagem dos israelitas pelo deserto. Para quem não se lembra: o povo de Deus, cansado de esperar que Moisés volte do monte Sinai, constrói uma estátua de ouro de um bezerro (emblema de Baal). Tanto Moisés quanto Javé ficam enfurecidos, e milhares de israelitas morrem como punição pela infidelidade do povo.

As ideias de Josias marcariam para sempre a visão que temos de Deus. E mais ainda depois que esse rei acabou morto. Na geração dos filhos do monarca reformista, o reino de Judá seria riscado do mapa e Jerusalém, a capital, acabaria conquistada pela Babilônia. Mas a adversidade do povo teve o efeito oposto em sua fé. No mundo mitológico, Javé se fortalecia como nunca. Com a nação agora indefesa militarmente, era a hora de reafirmar que o deus da nação, ao menos, era todo-poderoso. Nisso os profetas israelistas diziam que só Javé tinha existência, vida e poder; os outros deuses eram meras imagens de pedra, metal ou madeira. Era nada menos que a inauguração do monoteísmo: um momento tão importante na história da espiritualidade quanto a adoção do cristianismo como religião oficial do Império Romano seria bem mais tarde. E era esse Javé único que iria para a Bíblia. E se tornaria a imagem de Deus no mundo ocidental.

Um Deus, agora, não só dos israelitas. Mas da humanidade inteira. O Deus que criou o mundo, que fez o homem à sua imagem e semelhança. E que, de certa forma, era a imagem e semelhança do Javé pré-Bíblia: o Deus guerreiro, militar, que pune com rigidez os erros de seus adoradores. O Velho Testamento está recheado de castigos divinos: dos mais leves, como transformar o fiel Jó, um milionário, em um mendigo, como um teste para sua fé, até o dilúvio universal - praticamente um restart no mundo depois de ter concluído que a humanidade não tinha mais jeito. A justificativa para tal comportamento está na própria história de Israel. A ideia era acreditar que os maus bocados pelos quais a nação passou nas mãos de assírios e babilônios eram provações divinas, que, se o povo mantivesse sua fé, tudo acabaria bem.

Mas Deus surge na Bíblia como algo mais complexo que um mero feitor. Usando os paralelos deste texto, seria como se Ele tivesse amadurecido depois que Josias e os profetas o aclamam Deus único. Javé fica menos humano, menos falível. Passa a ser uma entidade transcendental de fato. Começa a afirmar aos seres humanos que "os meus caminhos não são os seus caminhos" - a ideia hoje familiar de que Deus escreve certo por linhas tortas.

Mas o caráter divino só se completaria mesmo no século 1. O primeiro século depois de seu filho, quando o Novo Testamento foi escrito. É a metamorfose mais radical do guerreiro Javé. Encarnado na figura de Jesus, Deus apresenta uma nova solução para a humanidade. Em vez de castigar ou destruir os homens mais uma vez, decide purgar os pecados dos mortais com outro sacrifício: o Dele próprio. Morre o corpo do Deus encarnado, não o espírito divino. Este, agora mais sereno, continuou zelando por nós. E assim será. Até o fim dos tempos. E acaba assim a nossa história, certo?

Claro que não. A saga de Javé é só um dos reflexos de uma epopeia maior: a da humanidade buscando um sentido para a existência. Nesse aspecto, continuamos tão perdidos quanto os antigos que não sabiam por que o trovão trovejava ou o que as estrelas faziam pregadas no céu. Ainda não sabemos por que estamos aqui. E a única certeza é que vamos continuar buscando respostas. Seja o que Deus quiser.

Único
Javé chega ao auge conhecendo cada detalhe do passado e do futuro. Sua figura lembra El. Mas agora Ele está só.

Para saber mais
The Early History of God
Mark Smith, Wm. B. Eerdmans Publishing.

Deus, uma Biografia
Jack Miles, Companhia das Letras.